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Evento

4a edição do Energy Future Talks, em parceria com Accenture, abordou cibersegurança no setor elétrico

Evento trouxe os principais desafios referentes ao tema, além de propor uma Agenda Setorial para a busca de soluções integradas.

4a edição do Energy Future Talks, em parceria com Accenture, abordou cibersegurança no setor elétrico
Energy Future

No dia 10 de agosto, foi realizada mais uma edição do EF Talks, um bate papo inspirador que dessa vez trouxe à pauta os desafios da cibersegurança no setor elétrico. Para falar sobre o assunto foram convidados dois executivos da Accenture: Raphael Pereira, diretor-associado de Cibersecurity, e Wander Menezes, gerente sênior de Cybersecurity Consulting. A conversa foi mediada por Apolo Lira, head do Energy Future.

Apolo iniciou a conversa, destacando como as novas tecnologias, a exemplo inteligência artificial, robótica, machine learning e internet das coisas, permitiram avanços no ambiente de automação. Esta ampliação, por sua vez, aumentou drasticamente a exposição das empresas às ameaças de segurança cibernética. Esses riscos podem ter um grande impacto para a sociedade, gerar multas regulatórias e prejudicar a reputação das empresas, em razão de possíveis paralisações parciais ou totais dos serviços. Assim, companhias de energia em todo o mundo têm investido cada vez mais na segurança digital.

“Esse é um tema fundamental, é preciso encontrar soluções para que o setor elétrico fique mais protegido. É necessário um olhar integrado para desenvolver caminhos. Há aí uma oportunidade de inovação e de se trazer tecnologia e conhecimento”, avaliou Raphael, que também destacou o potencial transformador do investimento em cibersegurança no setor, considerando o contexto voltado a ESG (Environmental, Social and Governance). Esse investimento pode contribuir para, por exemplo, reduzir a emissão de gases de efeito estufa.  

“Esse é um tema fundamental, é preciso encontrar soluções para que o setor elétrico fique mais protegido. É necessário um olhar integrado para desenvolver caminhos. Há aí uma oportunidade de inovação e de se trazer tecnologia e conhecimento.”

Segundo Wander, é preciso ampliar capacidades para entender os adversários: mapear ameaças, cenários, táticas e procedimentos utilizados nos cibercrimes. E ressaltou que ameaças cibernéticas não são um desafio somente do setor elétrico. Em um mundo digital, praticamente todos setores essenciais vêm tentando mobilizar iniciativas no combate e mitigação deste problema. De acordo com Wander, os agentes adversários que usam tecnologia são altamente dedicados, possuem tempo e grande interesse.


“O mundo cibernético afeta o mundo cinético. Os cibercriminosos são uma ameaça global e consistem em grupos que estão em busca de dinheiro, como o DarkSide”, explicou o gerente. São grupos classificados como terroristas nos Estados Unidos e pela Organização das Nações Unidas (ONU). “O faturamento dos que praticam ransomware foi de quase 300 milhões de dólares em 2020. Em 2021, está próximo a 400 milhões de dólares”, detalhou. Wander ainda citou o mercado ilegal para a venda de credenciais roubadas de quem opera nas empresas. “Poucos querem bater de frente com infraestrutura de segurança. O que fazem é pegar uma credencial válida e atacar via VPN (rede privada virtual)”, explicou.

“Quando falamos em cibersegurança para o setor elétrico, não estamos falando de riscos, mas sim de consequências”, avaliou Raphael. Ele citou um vídeo feito pelo Departamento de Defesa dos Estados Unidos, a partir de um estudo, que projetou as consequências de uma cidade durante um mês sem energia elétrica. “É cruel, pois em sete dias as pessoas estão morrendo nos hospitais. Em trinta estão nas ruas brigando por comida”, relatou.

Existem cinco bases fundamentais, de acordo com Wander, que consistem em identificar, proteger, detectar, responder e recuperar. “Esse deve ser o mindset de todas as operações. Sempre vai haver vulnerabilidade e vão explorá-las, então é preciso agir proativamente e entender que engenheiros e operadores são alvos. Engenheiros com processos de carga são elos fracos na corrente quando se olha para o controle de acesso”, destacou. Ele enfatizou que a dúvida e incerteza são geradas pela falta de confiança, que é fruto do desconhecimento. “É necessário investir em conhecimento e fazer o básico bem feito, isso evita ataques. Os agentes exploram falhas básicas”, analisou.

“A inovação é fundamental quando se pensa no cenário de ameaças para o setor elétrico. É preciso gerar informações para as empresas, para que implementem reações de forma proativa, e não reativa. Estamos engajados com o Energy Future porque acreditamos que a plataforma tem a capacidade de fazer a integração dos diversos players do setor para construir algo grande, que realmente dê conta do problema”, declarou Raphael.

Agenda Setorial temática

“Vimos que ampliar o investimento em segurança digital por si só não basta, é necessária uma abordagem holística e integrada do assunto, passando por um plano de ação setorial. Neste intuito, nasceu a Agenda Setorial, uma iniciativa do Energy Future e da Accenture dedicada a construir uma rota inovadora para temas estratégicos do mercado de energia elétrica”, contou Apolo. O primeiro programa temático tem como foco a “Rota Cibersegurança”. A Agenda Setorial percorrerá estudos, eventos, bem como desafios, chamadas de soluções inovadoras no tema.

“Temos o propósito de defender nossa sociedade e garantir que o país esteja protegido. Quando você desenvolve um hub e dentro dele habilita capacidades e pessoas, o contexto de uma proposta de inovação fica conectado a um problema em comum. Há muita capacidade técnica nas empresas brasileiras, é preciso usá-las para construir esse caminho”, destacou Raphael. “A gente entendeu que se defende melhor ao trabalhar junto, reportando ameaças para o grupo”, concluiu Wander.

Para se inteirar sobre o programa Agenda Setorial: Rota Cibersegurança, visite a solução no nosso site.

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