Meu projeto não foi aprovado. E agora?

Por: Energy Future  |    16/06/2020
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Não ter uma proposta aprovada pode gerar dúvidas a respeito de quais foram os pontos críticos e como poderiam ser melhorados.

Sem dúvidas, a inscrição de uma proposta envolve tempo e dedicação. Você desenvolveu uma solução, acredita que ela está alinhada com o mercado. Por isso, uma resposta negativa cria dúvidas do que deu errado.

Sabendo das suas necessidades, fizemos uma entrevista com Alessandro Oliveira, diretor de mercado do Energy Future também responsável pela seleção da chamada setorial nacional, para responder às principais perguntas sobre os critérios da seleção e as oportunidades futuras para os projetos.

Confira a entrevista!


Quais critérios orientaram a escolha de projetos em cada etapa?

Na triagem administrativa, foi levado em consideração se os projetos apresentaram todas informações obrigatórias, como o preenchimento correto e completo dos dados e o envio do Documento de Apresentação dentro do modelo solicitado.

Já na Triagem Técnica foram avaliadas a aderência aos temas da chamada e a aplicação prática dos projetos.

Enquanto que na Triagem Qualitativa, o foco de avaliação foi o grau de inovação da solução proposta. Se o projeto propunha a resolução de um problema real do setor e se tinha potencial de escala, quando chegasse ao mercado.

Por fim, na etapa de avaliação das concessionárias, a partir de uma sistema de votação, as concessionárias elegeram as 18 propostas mais efetivas e aderentes aos seus desafios internos.


Você poderia dar um panorama em números de quantas propostas seguiram adiante em cada uma dessas fases?

Foram inscritas mais de 400 propostas no Energy Future. Após a Triagem Administrativa, seguiram 348 propostas. Na Triagem Técnica, passaram 310. E na Triagem Qualitativa, 38 propostas foram escolhidas como semifinalistas, e tiveram suas propostas avaliadas pelas concessionárias. Na final, 18 projetos apresentarão suas propostas em formato de pitch. E, finalmente, 6 serão eleitos destaques de sua categoria.


Quem formou a comissão avaliadora da chamada do Energy Future?

A comissão foi formada por 4 especialistas do setor elétrico, sendo 2 com perfil mais técnico e 2 com perfil mais de negócios. Todos os projetos foram avaliados por todos os membros da comissão e, ao final, chegou-se ao consenso dos semifinalistas.


Sem dúvida nenhuma, os proponentes gastaram energia para inscrever propostas que acreditavam estarem qualificadas para ir adiante, o que pode gerar dúvidas sobre o motivo da reprovação. Você poderia apontar as principais falhas cometidas em cada uma das etapas?

Nas fases iniciais (Triagem Administrativa e Triagem Técnica), as falhas mais comuns estavam relacionadas à falta de atenção aos requisitos do regulamento. Recebemos cadastros sem a apresentação do projeto, com informações incompletas ou que não estavam aderentes às categorias e aos objetivos da chamada.

Já na Triagem Qualitativa, os projetos que não seguiram adiante tinham como características a falta de um bom detalhamento do problema a ser resolvido pela solução, a ausência de menção do impacto deste problema no setor elétrico e mesmo não ressaltar de que forma a solução proposta endereçava o problema de forma inovadora.

Na etapa de avaliação das concessionárias, o alinhamento estratégico da solução com o desafio da concessionária fez a diferença na votação. Destacaram-se os projetos que souberam comunicar, de forma clara, sua proposta de valor integrada às necessidades das empresas. Assim, levou vantagem àqueles que aproveitaram os materiais divulgados em nosso portal e redes sociais, como matérias e entrevistas sobre cada uma das utilities de energia.


Receber uma notícia de reprovação é sempre frustrante. Quais as dicas que você poderia dar aos proponentes que queiram inscrever suas propostas em uma futura chamada?

Em primeiro lugar, prestar muita atenção às regras divulgadas no regulamento da chamada. Em caso de dúvidas, sempre haverá disponível um canal de suporte.

Outra dica é descrever bem a oportunidade que a proposta está trazendo para as concessionárias. Para isso, o proponente deve deixar claro qual o problema do setor ele está querendo resolver, bem como a relevância e a magnitude desse problema.

Uma vez descrita a oportunidade, o proponente deve apresentar de forma clara sua proposta de solução, o que já está desenvolvido e o que se pretende desenvolver (projeto).

Deve demonstrar, também, se a solução é, ou pode se tornar, viável tecnicamente e economicamente, bem como se há coerência do escopo, método de trabalho, prazo e custo.

Por último, o proponente deve demonstrar que possui a capacitação necessária para entregar a solução, seja através de seus colaboradores ou de parceiros já identificados.


Os projetos reprovados terão ainda possibilidade de terem suas propostas direcionadas às concessionárias parceiras?

Sim, todos os projetos qualificados a partir da Triagem Técnica serão enviados às 6 empresas participantes da chamada setorial ao final da seleção do Energy Future.

“Todos os projetos qualificados a partir da Triagem Técnica serão enviados às 6 empresas participantes da chamada setorial ao final da seleção do Energy Future”.


Por que os proponentes devem continuar acompanhando o Energy Future nas redes sociais e portal?

O Energy Future tornou-se hoje a maior iniciativa de inovação aberta do setor elétrico brasileiro. Esse já é um ótimo motivo para continuar acompanhamento as nossas iniciativas.

Além disso, estamos preparando muitas novidades para o segundo semestre, como conteúdos exclusivos, cursos online e novas chamadas para prospecção de projetos para as concessionárias parceiras.

Se ainda tem dúvidas sobre os critérios de eliminação da sua proposta, o Energy Future disponibiliza um canal direto de interação com os proponentes. Para mais informações envie e-mail para contato@energyfuture.com.br.