Durante décadas, a política energética foi guiada por uma lógica relativamente simples: garantir oferta ao menor custo possível. Esse paradigma mudou. Guerras, disputas geopolíticas, rupturas nas cadeias globais de suprimento e a volatilidade dos mercados internacionais recolocaram a energia no centro das estratégias nacionais de desenvolvimento.
Hoje, a capacidade de produzir energia em território nacional tornou-se um diferencial estratégico. Mais do que garantir o abastecimento, ela fortalece a economia, aumenta a competitividade da indústria, atrai investimentos e reduz a vulnerabilidade dos países diante de crises externas. Não por acaso, Estados Unidos, União Europeia e China vêm reforçando suas políticas para ampliar a produção doméstica de energia e reduzir dependências externas.