Durante anos, ouvir falar em "colocar preço na natureza" era quase uma heresia. ONGs, ambientalistas e até líderes políticos viam nisso uma ofensa, um desamor às futuras gerações e uma ode capitalista. A floresta do futuro não podia ser precificada, e sim, intocada.
O ativo intangível de ontem, no entanto, entrou no balanço patrimonial de hoje. O risco ideológico virou contábil. A natureza deixou de ser apenas paisagem e passou a ter preço.