A entrada da Petrobras no setor de energia solar, por meio de aquisição de uma participação minoritária em ativos brasileiros da Lightsource, subsidiária de renováveis da britânica BP, foi questionada por Jean Paul Prates, ex-CEO da estatal, que citou “risco de confundir transição energética com má alocação de capital”.
A Petrobras anunciou na terça-feira (17/12) a compra de 49,9% da Lightsource, por valor não revelado, passando a ter “gestão compartilhada” de uma carteira de ativos que inclui a usina fotovoltaica de Milagres, em Albaiara, no Ceará, com 212 megawatts em capacidade instalada, além de entre 1 GW e 1,5GW em projetos em estado mais avançado de desenvolvimento e outros menos maduros.
Prates, que durante a passagem pelo comando da Petrobras, entre 2023 e 2024, defendeu amplamente investimentos da petroleira em negócios “verdes” e transição energética, questionou o sentido de a empresa entrar em geração solar em grande escala, “justamente o segmento mais saturado das renováveis”, e por meio de uma joint-venture de controle compartilhado, segundo ele “talvez o ponto mais preocupante”.
Prates comentou aquisição da Lighsource BP pela estatal
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