O setor elétrico brasileiro passa por um momento paradoxal. Ao mesmo tempo em que a geração de energia renovável cresce, existe o risco cada vez maior de ser necessário acionar as usinas termelétricas " mais caras e mais poluentes " para suprir a demanda energética.
Esse cenário já ocorreu em outubro de 2025. No ano passado, 20, 6% da energia solar e eólica gerada no país não pôde ser utilizada, segundo dados do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico). A perda da energia ocorre devido ao curtailment (restrição de geração), termo que ficou conhecido em 2025, devido aos cortes que o ONS precisou fazer para preservar a segurança e a confiabilidade do SIN (Sistema Interligado Nacional).